No Sopé da Montanha o Arbusto Verga mas não Quebra

Todas as Descrições são Pecaminosas

sábado, outubro 27, 2007

Banco de Jardim





Ali, naquele banco,
Não, naquele mais além
Um tempo sem fim
Esperei por ti

Muitos tempos passados
Olhos postos na linha do horizonte
Por mais que mirasse não havia sinal
Assim foi estando na esperança de ti

Lá vem gente, puro engano
Não passou de um cigano

Fumo um cigarro pensativo
Relembro as memórias
Virias ao sol posto
Estando bem disposto

Lá vem um cavaleiro, príncipe perfeito
Puro engano, não passou de um escudeiro

Uma longa manta colorida eu teço
Faço, torno a refazer e desfaço
Dou por mim a entristecer
E o coração a desfalecer

Lá vem uma nuvem esvoaçante
Puro engano era um mendigante


Olho para mim
No mais fundo
Vejo um poço sem fim
Ninguém passou por mim

Nesta espera sem fim
Talvez seja melhor assim

Ir dar de comer às cotovias
Em terra mirar as gaivotas
Alegrar os meus dias,
Deixar-me de agiotas
27/10/07

2 Comments:

  • At 27/10/07, Blogger Professorinha said…

    Há pessoas por quem não vale apena esperar.. serão sempre desilusões...

    Fica bem

     
  • At 28/10/07, Anonymous Rosa Maria said…

    Há coisas que nunca deixaremos de fazer...tal, como esperar sempre por algo ou alguém, seja em que âmbito for...
    Um beijo para ti

     

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