No Sopé da Montanha o Arbusto Verga mas não Quebra

Todas as Descrições são Pecaminosas

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Tirania



Dizem-me as palavras
O que o coração não sente
Crendo em teu verbo amar
Facilmente me enganavas

O Quanto me amavas
Tu dizias e bradavas
Tão alto era teu grito
Que logo, me calavas

Inquieta tudo me parecia
Uma horrenda mentira
Tamanha era a vulgaria
Tudo menos o que queria

A verdade e a mentira
Coabitavam o teu verbo
Era tanta a mestria
Que as não separaria

Longa foi a confusão
Entre o ser e o parecer
Eis que um dia teu verbo
Mentira se revelaria

Eram apenas palavras
Que o coração não sentia
Que te amava, eu sabia
O mesmo de ti, não dizia

Com a verdade e a mentira
A ti mesmo, te enganavas
A mim, de ti me separavas
Não podendo viver assim.

1 Comments:

  • At 16/12/08, Blogger impulsos said…

    Juvelina, minha amiga
    A vida é feita de tantas coisas... até de enganos.
    Enganos que tantas vezes são tomados e assimilados na fogueira da paixão, mas que lá bem no fundo, se sabem não passarem de uma ilusão...
    Culpados?
    Talvez sejam os dois. Um porque enganou, o outro porque deixou.

    Belo, e tão verdadeiro este teu poema, amiga.

    Um beijo natalício e que este seja mais um Natal em que a tua família esteja unida de modo a que se sinta realmente o que é a felicidade, porque é nestes pedacinhos que a vida nos permite viver, que ela está presente.

     

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