No Sopé da Montanha o Arbusto Verga mas não Quebra

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quarta-feira, julho 05, 2006

Palhaço da Vida


Rio, sorriu, espelho felicidade
Mas é tanta a vontade de chorar ...
Sinto a alma esfragalhada
ferida que não sara nunca.
Para quando, o fim deste flagelo?
Traição, humilhação, mágoa calada
E no entanto evidencio
uma fortaleza, um rochedo
Tão longe de serem tão fimes
caio
ergo-me
vacilo
vergo-me
para não quebrar
Tanta é a vontade de chorar
Receio não mais parar
Tenho fome, sede, frio
e bastante seria apenas
uma migalhas
de afecto que saciarião
minha fome, minha sede,
minha dor de morrer
Que faço
Que diferença
Entre estar viva ou morta?
Por mais que te acarinhe
Por mais que eu sorria
Por mais que te queira
Por mais que te anime
Por mais que te ame
Nunca pararás para pensar em mim !
O hábito faz com que eu esteja sempre para ti
5/7/06

1 Comments:

  • At 7/7/06, Anonymous Tixinha said…

    A diferença entre estar viva ou morta reside na incerteza que durante a vida teremos momentos de felicidade, tristeza, agonia, amizade, paixão, divertimento, doença irão existir e na certeza de que com a morte nada existirá, apenas a mágoa de quem fica sozinha/o e sem rumo.
    Fortalezas todos nós somos mas quando a vida nos põe à prova, os alicerces desaparecem e só nos resta um rosto de lágrimas que só desaparece quando ganhamos coragem para consstruir novos alicerces. Somos nós que os temos de criar, inventar, imaginar, seja o que for para garantir a nossa sobrevivência.
    Na vida nem sempre há tempo para pensar nos outros, principalmente quando nós próprios deixamos de ser fortaleza, quando estamos demasiado embrenhados nos nossos problemazinhos e nos esquecemos que ao lado está alguém em pior estado...

    Amo-te muito e nao quero nunca que esqueças isso apesar de todos os nossos desentendimentos e da diferente maneira de pensar.. Muito obrigada pela vida que me deste.

     

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