No Sopé da Montanha o Arbusto Verga mas não Quebra

Todas as Descrições são Pecaminosas

domingo, junho 18, 2006

O Teu Olhar


Caminhei que estava certa
do brilho do teu olhar
Falava-me de outras vidas
De caminhos cruzados
perdidos e achados
Não dá para acreditar,
que o haverias de desviar
Foi traição imaginada
O silêncio do teu olhar
Em ti, perdida e achada me dei
E sem o brilho do teu olhar
Mais aquém, de mim fiquei.
Pedi a lua
Só encontrei um calhau
Teu olhar, já não brilha
Já não cala funda a minha angústia
Já não cala a minha dor de solidão
Entre muitos olhares vagueio e procuro
A luz do teu olhar
O inconfundível brilho que aos meus sorriam
A meiguice, a ternura a certeza de sermos solidárias
Que uma e outra una eramos
indivisíveis
Mas desviaste o teu olhar e recuso-me a aceitar
Que perco o brilho do teu olhar
Por uma razão, qualquer a inventar
18/6/06

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